21 de mai. de 2013

Profissão: Estudo constante

"A fé no conhecimento empreende a humanidade cognitiva". É com o pensamento sobre aspas no primeiro período deste texto que eu afirmo as tendências de transformar a informação em conhecimento, nunca foi tão necessário nos dias que o povo brasileiro convive entre si.

As imposições da mídia de massa corroboram com o verdadeiro pensar da sociedade. A comunicação parece evoluir de imagética para robótica; não no mesmo sentido que o Vale do Silício propõe, no entanto, enxergando o desenvolvimento local, uma questão trivial dentro de uma posição econômica (de crédito). Algo perceptivelmente aceito nas grandes metrópoles desenvolvidas.

A falência da família brasileira, visse pelo boato de corte na Bolsa Família, que se a informação começa a ser conhecida no próprio lar, a provável reação é a expansão boca à boca inevitável nas comunidades que dependem da tradução das manchetes intencionadas pela subjetividade - jornalismo.

"Quando podemos negar o que acontece nas manchetes? Até aonde devemos concordar por democracia popular e sócio econômica?" - Eu perguntaria para o especialista.

O entrevistado para ilustrar o roteiro, dentro das outras entrevistas feitas para o Jornal de Teatro, foi por escolher o empreendedor cultural, Leandro Knopfholz. A entrevista fala de empreendimento cultural e investimento em arte cênica e tarefa de um profissional atento ao desenvolvimento local com política globalizada, pois advém de um anual em Edimburgo na Europa.

Por Rubens Barizon - na cobertura no Festival de Teatro de Curitiba 2013
"
Tinha que ser ali, em meio as tarefas do responsável pelo Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz, que a entrevista deveria acontecer. Entre a sua dinâmica de articulação do evento no Memorial de Curitiba, base de comunicação e organização de impacto na cena que envolve a arte pela cidade, o disposto produtor e empreendedor cultural concedeu informações, enquanto falava no telefone em outros idiomas e mexia no computador.

Calendário fixo da cidade tri centenária, 320 anos, fazem 22a edições que o Festival de Teatro de Curitiba vem transformando sensivelmente (por ser arte) o cenário local e nacional. Leandro Knopfholz participa desde a primeira edição do Festival, o que transforma o personagem da entrevista em protagonista dos bastidores produtivo.

Para que este modelo de viabilização se desenvolva aqui no Brasil é necessário patrocínio e 80% do orçamento do projeto Festival de Curitiba advém dos investimentos, um capital de R$8 mi iniciais e de outros R$5 mi, que foram levantado para que a 22a edição pudesse acontecer com a estrutura correspondente à tradição da cidade curitiba, conhecida pelo gosto da arte cênica e música. Segundo Leandro Knopfholz, o turismo e o teatro movimentam nesta época de Festival um montante de R$25mi. Os patrocinadores endossam a cultura e divulgam suas marcas através de seu próprio setor cultural, da forma que acha mais coerente.

O modelo implementado no Festival de Curitiba segue os moldes do evento cênico da Escócia, que acontece desde a década de 40 do século passado no mês de agosto e consiste em uma série de festivais simultâneos de arte e cultura, o Festival de Edimburgo. Leandro diz que “a semelhança começa pelo evento paralelo aos grandes espetáculos, que carrega o mesmo nome do que o de Edimburgo, Fringe. Toda essa estrutura é um marco anual para a cidade. O intuito de toda a produção de ocupação dos espaços com a arte e o estreitamento do negócio cultural, proporciona entre os investidores do teatro novas realizações. Um mix criativo relevante para o tipo de economia nas sociedades”.

Leandro Knopfholz é administrador de empresas, com mestrado em Gestão das Artes pela City University, de Londres. Criou e dirigiu a primeira edição do Festival de Teatro de Curitiba em 1992 – com 19 anos (nasceu em 31 de agosto de 1973) –, função que exerceu até 2000, fazendo do evento um dos principais encontros da classe teatral do país. Assumiu então o setor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba e, em 2006, tornou-se produtor da Cia de Dança Deborah Colker. Em 2009, retomou a direção do festival. "

Para a academia e banca disposta em analisar o conteúdo de produção jornalística.

Fonte
http://www.jornaldeteatro.com.br/noticias/destaques/2019-leandro-knopfholz-diretor-do-maior-festival-da-arte-cenica-nacional

20 de abr. de 2013

A consideração



Os compromissos fazem parte do tempo. O tempo não é apenas dinheiro como o princípio burguês sugere. O legado maior da vida (em conjunto) é a consideração que perdura durante todo o tempo afastado de alguém, que não foi algo durante o tempo vivido próximo em alguma fase; um contato antigo que permanece intacto, segundo a intimidade da ocasião.

Motivado pela conversa que tive com um ex camarada de trabalho, enquanto eu era recepcionista de uns flats tradicionais da Zona Sul do Rio, o Diego, percebi que a importância daquela ocupação de remuneração pontual, por qual nos conhecemos, era apenas o cenário para expandir conceitos de como entender a vida sem utilizar das necessidades, parâmetros de equilíbrio para se julgar o momento.

Percebo que os mesmos adjetivos continuam a me emplacar, no sentido de definição. Já incomodou mais. Entretanto, atualmente, eu adoto um comportamento emocional mais evoluído - não por querer. O tempo que não é o dinheiro, envelhece e traz experiência. Até porquê pode-se entender o rótulo como um prestígio. Isto, quando há sensibilidade e filosofia para não deixar a oportunidade de saber da vida por através dos sentidos: visão, tato, olfato e audição (fiz questão de dar os nomes).

As propostas midiáticas e as emendas de governo atribuem um caminho estreito de opções. Se o espírito crítico comum permanece inerte, a consciência egoísta procede conforme o projeto do mundo criado pelos sujeitos que praticam ação. Um domínio que a maioria entende como correto e faz destoar o que não segue o padrão decisivo.

A minha consideração é mútua quando encontro alguém que foi(é), ou melhor, permaneceu querida, mesmo quando a catacrese do ponteiro das horas, por incontáveis vezes, tenha girado e marcado o tempo afastado. Os sentidos, me tomariam muito tempo de vida a explicá-los, talvez em alguma outra parte do meu diário.


Rubens Barizon
Com sentimento de estar rumando na direção certa, ou do bem.

14 de abr. de 2013

Silhueta da imagem - o caminho em exposição


O texto deveria iniciar com qualquer palavra de negação. Pois, de certo, falaria melhor ao leitor o sentimento contrário ao 'não', que no decorrer das palavras deste confessionário (diário de bordo da vida), se esvai de bate papo. Resistente aos anos e qual aos temas, faz sostenir assuntos elaborados pela ocasião animada, o propósito deste espaço se mantém.

Considerando as balelas pessoais e a cronicidade do momento oportuno, a poesia prosaica do ser moral se acasala com a emoção. No caso, todas as possibilidades podem se resolver com os caminhos que surgem para o brilho do sucesso; turvo pela quantidade de direção a seguir e claro diante a coerência da vida equilibrada. O exemplo: a velha estrada e no fim dela, três caminhos. O do meio, o mal que alerta o errado e os outros dois, esquerdo e direito, os caminhos que conduzem ao apogeu de maneira diferente.

Habilidade de ouvir, o argumento que fecha com certeza, credos que resistem ao fundamento da emoção que Sartre tenta explicar, e no demais, o homem se amadurece para as responsabilidades múltiplas que a pós-modernidade aplica. O conjunto (convergência) demonstra-se como ironia do modelo de consumo infindável, já que para se obter uma estabilidade deve-se acumular.

As decisões a serem tomadas, inevitavelmente, passam por esses questionamentos. E com relação a audiência que decide o que será correto (lucrativo), os reality shows brincam como casinha de verdade com a publicidade da vida feliz.


No assunto com Rubens Barizon

1 de abr. de 2013

O valor do amor e o valor da paixão perante aos valores individuais (em sentimentos) e diante ao coletivo dos espécimens


A paixão se esvai quando um alguém for intitulado como sendo um personagem dos acontecimentos e fatos. Se estamos num bar, e tiverem aí, interagidos com uma emoção à tanta de se festejar, lá vamos expôr nossas maiores tendências. Os impactos vão para o linear que o bem estar se compromete, não resistem ao correto amor de respeitar o outro com uma justa dignidade de alma, carne e respeito familiar.

Se estamos na pureza de entender o outro com as suas indagações, o conceito vai além do coerente para os demais. As concepções devem ser pelo bem do ser humano sem disputa de ego: por meio de amor e justiça: A família dos amores em equilíbrio; Pelo menos com o caráter; Nada de devaneios com interação de consumo, somente em caso de paixão compulsiva.

- Controla aí, menina. Tuas afeições me cativaram, mas vamos com calma!

- Ah! Mas você hein; pensei que tu veio pra ficar bem comigo. E já tá assim agora?

- É porque tu desse jeito me faz acreditar demais nas coisas. E depois, apaixonante da melhor qualidade, voa como um pássaro.

- Diga-me, então. Somos um em uma forma de dois, e aí a paixão teria que vibrar o amor. Num é assim?

- Me parece pouco provável! Mas vamos lá até que a ressaca se aguente sem prejuízos.

- Se nos for comprometer com tais negativismo o amor não resistirá aos medos. Com todo o respeito de uma mulher real. Não vinda apenas das costelas.

- É uma ótima resposta a tua.

Num ato de descobertas próximas dá pra perceber o fluxo de cada um. A direção nem sempre condiz uma com a outra. Se nós sozinhos em formato cru, já é fácil de confundir, imagine quando a opinião alheia e permitida, ruma à outra direção que não seja a tua.

Um texto bom tem que ser contextualizado.


Por Rubens Barizon
(manuscrito guardado para a eternidade)

18 de fev. de 2013

Recomeço do ciclo anual

O carnaval acabou, mas a poeira demorou a assentar, muitos blocos ainda circularam nas ruas do Brasil todo no fim de semana após o término da festa no calendário. Em especial no Rio de Janeiro, de onde vos falo. Vai demorar um tempo para cair a ficha de que a folia deve ser deixada para trás e que hoje, segunda feira dia 18, é que o ano começa.

De certo que a cobertura sobre a multiplicidade étnica, cultural e social do evento em si, permitiu uma intervenção momentânea durante o período de folia veraneia do hemisfério sul. O vício de ser folião e todos os seus contrastes, a alegria e a simplicidade dos nada corriqueiros blocos de rua, a magnitude e deslumbre das poderosas escolas de samba, artistas e anônimos, o luxo e o lixo, a organização que sobrevive da desordem e tudo envolvido num mesmo espetáculo teatral, o maior do mundo, o Carnaval.

Menciono o sul, pois o Uruguai tem o carnaval mais longo do mundo com coreto e exibições teatrais - mesmo! a Colômbia, Venezuela e por aí vai. No cenário nacional, O Galo da Madrugada com seus milhões de componentes, a Vila Isabel com o enredo dos agricultores e a Mocidade Alegre em São Paulo com a sedução campeã. A partir daí pode se entender o tropicalismo no Brasil, a sociologia em desenvolvimento, bem como a economia em inflação quase máxima. A poupança, essa vale pouco durante o ano inteiro, não no carnaval que se gasta além da conta.

Ainda não havia começado a celebração dos dias que precedem a quarta feira de cinzas, que por aqui também é comemorada como carnaval, quando já pegou fogo na Boate em Santa Maria, o que acarretou uma série de cancelamentos na programação cultural de todo o país por falta de estrutura nos teatros; ainda era carnaval quando o papa, a entidade maior da igreja, renunciou ao cargo no vaticano e até meteoro caiu na Rússia, algo que não era esperado nem pelos especialistas nesse fim do carnaval.

O entrudo dá lugar a encenação da paixão de Cristo e aos chocolates da páscoa que tomam as vitrines, dando a sequência anual aos acontecimentos da agenda temática que a vida prega: com enredo, personagens e as variações conforme a moda que faz do espectador coadjuvante uma marionete, como um destaque ativo de lucro.

8 de fev. de 2013

Ao carnaval por querer

Aonde está a alegria haverá também, por perto, ou em algum lugar, para equilibrar.


Ah! deixe-me explicar qual a ideia eu quero utilizar aqui: o carnaval na folia e ali as situações mundanas.


As frases são curtas para soarem como conselhos de amigo. Para isso eu escrevo.


Dançaremos ao som do cavaquinho, mas olhemos com a malandragem sagaz do samba, o outro lado.


Os gastos, digo, segurança. O conforto, digo as férias, sabe evitar confusão e de pisar próximo à ela.


De resto, acredito até que o cara mal humorado o ano inteiro pode se divertir.


Por Rubens Barizon,
com respeito às pessoas.

2 de fev. de 2013

Crônica sem papo de jornal

Como é bom ser normal e livre para escrever o jargão sem culpa de nada. Salve! a independência do veículo próprio. - lar, doce lar. Até porque, como vou falar do que está na boca do povo sem usar esse termo tão bem definido?


Os adjetivos parecem vilões a serem combatidos o tempo todo, macacos me mordam. São tantas as convenções para comunicar bem tudo que vira notícia sem nem pedir licença aos modelos populares de construção simples de frase, que esquecem da máxima esportiva, em time que está ganhando não se mexe.


Ontem ao responder o garçom, surpreendi até a mim mesmo, ao confirmar o pedido com um beleza pura que substituiu na situação o tranquilo bastante usado pelos jovens ao concordarem com alguma decisão.


Resolvi com este texto, ministrar uma singela liberdade aos jornalistas que arrancam os cabelos para criar frases concisas como diz o mandamento do bom jornalista e blá blá blá. Convenção que seria de muita valia se realmente tivéssemos uma quantidade decente de leitores assíduos e uma postura de classe dos professores do curso de jornalismo que diminuem o nosso salário durante as aulas: se querem dinheiro, procurem outra profissão. O maior jargão a ser combatido deve ser este. Passível de CPI.


Por mim (opinativo mesmo), não seria preciso um diploma para escrever e ganhar pouco. Que balela idiota! refiro-me aos perdedores que diminuem o nosso salário e às regras impostas como um bom texto a se ler com toda aquela clareza, objetividade, informações, leads e outras convenções. Jesus.
Tenho dúvidas se para escrever um roteiro, existem tantas regrinhas também. Espero que não.

Os 100 anos de Rubem Braga é o que me motivou a erguer a bandeira que o texto pode ser incrível sem nem ter um tema pautado para redigir uma leitura como a do jornalista nota 10.


Até pra escrever número tem regra. Repito 1 ou 10.000 mil vezes o que me der na telha, da maneira que me vier na mão, quando estou a escrever.
Não estou no trabalho e dou-me permissão a isto, pondero ao meu próprio texto.

Soltem os cachorros e balancem a roseira, afinal das contas !É carnaval!


Por Rubens Barizon


7 anos de horizontecurvilineo. Parabéns para este aqui, que é o meu cantinho, o meu refúgio.

13 de jan. de 2013

A primeira data 13 no ano 13 do século vinte um. Imagino como será a primeira sexta feira 13 deste número 13 de muitas místicas.

Como o primeiro grande evento da programação brasileira de festivais esportivos internacionais, a Copa das Confederações chega para ser o primeiro desafio que o país precisa representar para todo o mundo.

Teremos a campeã Espanha participando - o país europeu que o Brasil menos se entende nas fronteiras, a não ser é claro, pela exportação de jogadores de futebol.

O 13 é também do Zagallo, o maior participante de Copas do Mundo. Ele faz engolir o número, se desafiarem a sua crença no trabalho dedicado. Jogada de mestre.

O Maraca só vai reinaugurar-se apenas a pouco dias da Copa das Confederações e as desconfianças circundam, inevitavelmente, entorno da infraestrutura para os eventos conseguintes. Torço, ingenuamente, para que não coincida com "the first friday thirteenth" do ano.- Não conferi!

A fórmula da crônica de Rubem Braga, parece ter contagiado as minhas palavras". Se o Capixaba tivesse vivo, completaria 100 anos por esses dias.

Uma representante do número 13 da mídia, seria... quem mesmo?

Rubens Barizon no ano de 2013, no primeiro dia 13 do ano.

3 de jan. de 2013

A sequência do homem

Lances para 2013 com hábitos desnecessários dando espaço aos votos de avanço.

Janeiro, o primeiro mês do ano. Com o maior número de dias possíveis. São apenas doze no conjunto que forma apenas um, com 365 capítulos. Já estamos no terceiro.

O ano progride a partir de já. Salvemos a esperança das crenças, da pura verdade do que prometemos. Daquilo que iremos cumprir conforme a expectativa de colheita do ano passado. O benefício do trabalho é uma constante sem o cansaço da comemoração.

Na melhor parte é que devemos anular o que foi feito de errado. Nortear o problema que serve como uma motivação a parte. Todos nós carregamos incertezas que delas só escaparemos se não houver reclamações ou entrega dos pontos que obtivemos com tamanha dificuldade. O conjunto se sucede periodicamente. Em forma de NÃO e com a meta do SIM.

.....
6, 7, 8, 9


Por Rubens Barizon

10 de dez. de 2012

Os 4 'Bros

A ideia clara dos irmão de fim de ano. Como vivemos à cada 365 dias e algumas horas, anualmente, percebemos os quatro Bros do fim do ano - pois bem: SetemBro, OutuBro, NovemBro e DezemBro - este último, um mês de comemoração e votos de prosperidade para o ano conseguinte.

Partindo dessa premissa, no hemisfério sul pelo menos, o fim de ano divide espaço com as estações de primavera e verão. O Rio de janeiro nessa escala, nos 'Bros (este texto) apresenta a flor antes de oferecer o sol, com as certas pancadas de chuva - perigo!

A proximidade com o espírito natalino, sempre resgatável, aliado com a fé de planejamento do novo ano !Reveillón! os últimos meses do ano não poderiam ser diferentes, irmãos. Daqueles que se preparam para apresentar o novo ano com a esperança de melhoras e de um término feliz para continuar a sorrir enquanto vivemos neste ciclo, que é a vida.

O registro é o natal, a certeza de um ano que se encerra e também se inicia como quem fossemos, irmão de calendário.


Por Rubens Barizon

4 de dez. de 2012

Resenha - MDNA, tour - Rio

No melhor estilo Madonna, o show do tour MDNA da diva, no Parque dos atletas - Rio, deixou aquele sentimento de pecado e crença que a Popstar de 54 anos transformou em marca registrada.

O terceiro compromisso da cantora 'performer' com o público brasileiro começou com o soar de um badalo, um defumador gigante sacudindo os maus olhados em ritmo de procissão. O que criou um suspense ainda maior, foi quando por tras de uma cortina, no cenário repleto de aparelhagem dirigido pelo produtor Jake Berry, Madonna apareceu ajoelhada erguendo um terço e fazendo o sinal da cruz, como quem antes de pecar, pedia licença a Deus para começar a sua apresentação. O atraso da entrada no palco incomodou grande parte do publico. E não podia ser diferente, era domingo e o local do show apresenta difícil acesso. A chuva pouco antes do show acalmou os ânimos.

Já sobre o palco, Madonna apresentou o CD da turnê e protagonizou cenas teatrais empunhando armas de fogo. Durante a musica "Gang Bang", ela acabava com os seus inimigos bailarinos com a provocação sexual de sempre. No cenário, um quarto de motel tinha uma cruz de ferro em foco, que servia para a musa escalar toda a estrutura e disparar todo o repertorio durante o 'hit'. Madonna caminhou sobre a corda bamba (slackline) e cantou suas cancões agarrada na guitarra, acompanhada pela banda. Rocco, um de seus filhos, que nao passa dos 12 anos de idade, também fez a sua parte ao lado da mãe, no mesmo momento que os bailarinos se apresentavam de maneira solo. A diva teve ousadia para mostrar o lado piriguete, com requebradas dignas do funk carioca.

A repercussão das quase 70 mil pessoas que estiveram presentes no evento foi a melhor possível. Basta saber, se o pique de trinta anos de carreira da Popstar ainda tem fôlego para estar em cena mais uma vez em terras brasileiras. A cantora tem mais 3 apresentações por aqui: São Paulo e Porto Alegre.

Por Rubens Barizon


["Don't try, Bitch" - frase repetida por Madonna diversas vezes durante o show]

24 de nov. de 2012

Propostas

Não se enxerga mais as calamidades que estão bem na sombra do nosso nariz. O

perfume não é o da fada, mas o cheiro azedo da farsa. Antes, o intuito deste

texto fosse a composição de uma poesia adulta como as de Fernando Pessoa e suas

impessoalidades. Entretanto, o contexto é o pós filme "Half nelson" do diretor e

roteirista Ryan Fleck, com o ator Ryan Gosling.


No longa metragem o ator canadense é um professor de história em uma escola

pública de um gueto norte americano. E na ocasião, ele não vai salvar os seus

alunos com as suas classes, que instigavam os seus estudantes a pensar de forma

crítica sobre as mudanças durante a história mundial e as oposições que o mundo

propõe como opção. A disciplina que o personagem ensinava durante as aulas não

era apenas a matéria didática da pedagogia de um professor e também não era

sobretudo, as suas tendências comunistas ou as suas experiências pessoais que

lideravam as aulas, mas a verdade estampada na realidade que o assombrava por

conta das drogas.


O filme desperta uma reflexão ambígua sobre como é ser correto de uma forma

tortuosa. Nada que os alunos não pudessem perceber, já que onde vivem, acaba por

ser comum o uso de drogas e consequentemente, esse comportamento mais largadão do

professor que em alguns momentos chega a nao se aguentar acordado durante as

aulas. Após uma aluna o ver completamente dopado em um dos vestuários da escola,

a intriga do filme entre o professor e a menina refém desse segredo começa. Mais

tarde, o professor descobre que a menina ajuda um dos seus fornecedores a vender

a droga que ele consome e o ciclo vicioso termina, com a preocupação da

adolescente com o adulto usuário de droga.


O diretor retratou a ficção comumente relacionada com a realidade, de maneira que

o texto da também roteirista Anna Boden encaixasse perfeitamente como exemplo de

um problema contemporâneo, não pontuando o que venha ser certo ou errado.


Por Rubens Barizon

10 de nov. de 2012

Resenha privilegiada pelo trabalho oficial


Lady Gaga's ministry

A Lady Gaga, ontem, 9/11, passou pelo palco carioca de modo arrebatador com os sucessos da turnê internacional Born this way ball. O show número sessenta e 8 da artista, rendeu uma ótima impressão no Parque dos atletas. Seguindo o propósito do show, a novaiorquina de vinte e seis anos de idade cativou. O agito das músicas embalaram o público.
- O que se espera de uma pessoa tão this way? Um show com tamanha satisfação. Na produção se comentou que é esse o número de shows que ela vem repetindo. Porém, você acompanha facilmente pela página oficial da cantora na rede. Os seus discursos impressionaram. A 'artista monstra' mencionou o dito do Rio ser o futuro potencial e também sobre os políticos da nossa terrinha. Além é claro, do show particular. Ela alegou não ter um gênero, e sim, ser uma humana: daquelas! Terminou essa sequência com o voto de "-traíram-me novamente", caindo para trás nos braços de um de seus bailarinos. Depois, ela passeou pelo seu castelo, por onde a banda se espalhou. Os espaços do cenário eram bem definidos. E no topo do castelo, o seu som junto à presença de palco, traduzia para o público as lembranças do show. Lá de cima ele dizia que podia ver todos. Falou sobre o amor e entre os quadros, figurinos pesados e sensualidade séria, ela implicava com fulgor para que as mãos da galera ficassem permanentemente ao alto, que estima-se ter sido de 40 mil pessoas. Toda a estrutura, traz ao nosso país um entretenimento que mistura diversos tipos de pessoas e sociabilizações. Histéricos, família, gays, héteros e muitos fãs animados.

Daí, é que foi um ótimo show. Falta ainda São Paulo e Porto Alegre aqui no Brasil. All Good Wishes, Stefani Gaga.



Resenha sobre a "Born this way ball" aqui no Rio de janeiro.
Por Rubens Barizon

7 de nov. de 2012

Tecnologia quente


A Microsoft planeja investir 200 milhões de reais no Brasil.// O projeto visa o desenvolvimento tecnológico no país//. A base será um prédio no centro histórico do Rio de janeiro. Nesta quarta feira o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações(MCTI), Antônio Raupp e o Ministro da Educação Aloizio Mercadantes, vão participar de uma cerimônia para as assinaturas do acordo com a gigante da informática. A companhia já conta com bases de pesquisa semelhantes na Alemanha, Israel e Egito. O modelo de pesquisa a ser instalado na cidade do Rio de janeiro vai ser o quarto pólo internacional de peso da multinacional.//

No modelo de radio. Rubens Barizon

5 de nov. de 2012

Palestra Munir Kanaan e Flavio Fachel


A Semana da Comunicação 2012 recebeu na terça-feira à noite, dia 23/10, no auditório do Campus Tom Jobim-Barra, o repórter da TV Globo Flávio Fachel e o ator, diretor e roteirista, Munir Kanaan. Ambos os convidados compartilharam das suas experiências profissionais com os alunos e professores da Universidade Estácio de Sá.

Flávio Fachel voltou o seu discurso para a mídia televisiva. O repórter gaúcho passeou pelo seus vinte anos de carreira, que vai desde o trabalho como correspondente internacional em Nova York, até a sua vivência na Amazônia como jornalista e militar. Como nota universitária, vale destacar a importância que o jornalista deu para as disciplinas determinantes para a formação de um profissional do segmento - Teoria da comunicação e Técnica de reportagem e apuração. Segundo Fachel, essas cadeiras resumem o perfil do curso de jornalismo. A ênfase dele pairou sobre a necessidade da apuração dos fatos e não na busca da verdade como notícia. Mencionou também, o clichê de que o jornalista primordialmente precisa conhecer quem sabe do assunto, ao invés de pensar que sabe de tudo. Nessa linha de pensamento, ele concluiu ser daí que as maiores barrigadas surgem.

A importância do diploma para o jornalismo foi um tema abordado pelo próprio convidado. E diante das suas ponderações, Fachel disse que o diploma apenas tem relevância por causa do baixo nível cultural do Brasil, o que satisfaz a hipótese de um acordo entre os jornalistas, as redações e os profissionais de outros cursos. Quando o mercado de trabalho entrou em questão, ele destacou os diversos caminhos que existem para os futuros jornalistas e se demonstrou otimista com a mídia alternativa. "A maioria dos estudantes almejam os grandes veículos, onde as vagas são limitadas, e perdem a oportunidade de buscar o mercado como um todo", completa Fachel.

Em uma citação de seu colega Marcelo Canelas, Flavio Fachel esclareceu o dever do jornalista de "jogar luz no fato", o que integra o seu ponto de vista com a apresentação de outras informações lembradas logo em seguida. Quando alertou que o jornalista de televisão é parte do meio e não o protagonista da notícia. Deste modo, associou as dicas com o estudo do canal, do ruído e da mensagem veiculada pelo meio. Para tal carreira na TV, ele recomendou o curso de teatro como um bom recurso para desinibir diante as câmeras. O trabalho em equipe no jornalismo é determinante e a edição deve ser pensada em todos os aspectos da produção de uma matéria: ao formular, informar se preocupando até com a entonação usada para atingir o público de massa e o impacto gerado com a informação.

Quando foi perguntado sobre o suicídio coletivo de uma tribo indígena, ele contestou com certa temerosidade e afirmou que o Brasil de verdade (grandes cidades) ignora os acontecimentos mais sensíveis.

Munir Kanaan contou sobre o papel principal estrelado por ele na Multishow, em "Os Figuras" onde ele viveu o personagem André. O artista multimídia, sócio diretor da agência Gengibre, apresentou a sua websérie chamada WC. Um divertido humor passado no banheiro, pelo personagem "Warderley Cardoso". O projeto que estava arquivado na memória do ator foi posto em prática, logo após o artista convencer toda a equipe de produção do programa. O bom astral do convidado deu o ar da trajetória que ele cativa. A convergência das mídias foi um assunto levantado por Munir, que alegou não produzir nenhum conteúdo focando somente em um tipo de mídia.

A convicção de que o futuro será a TV e o computador no mesmo monitor, anima as produções de conteúdo autoral do criativo Munir, que confessou não ter um plano de mídia para veicular os seus produtos. Ele ainda considerou a nova geração de utilizadores da internet e alertou a sua preocupação com a linguagem dramaturgica em suas produções. Os estudantes de cinema eram os mais interessados em perguntar para o profissional multifacetado.

Os convidados ainda foram entrevistados no fim da palestra pelos colegas da Tv Estácio. Profissionais desse calibre são de extrema importância para os alunos gozarem de novos conhecimentos sobre mercado e ampliar a formação da carreira de comunicador social.

26 de out. de 2012

A mídia ideal para a receita de cidadania


Um fato deve encandear a curiosidade como uma notícia interessante. Atualmente, o que é considerado uma notícia, vem das matizes culturais e sociais em desenvolvimento confuso. Por expansão da tecnologia e da cidadania na contingência.

O Brasil evolui de forma similar aos demais acadêmicos do mundo, no entanto, peca no interesse coletivo. Quando a segmentação social homogeneiza em tentação à seus hábitos, uma série de fatores divergem sobre as opiniões. O foco será sempre o mesmo, a padronização de consumo e logo o cansaço - a parte ruim das grandes potências. A identidade cultural é uma das formas de dissolver o bombardeio da mass media, diante tamanha a interatividade do novo público, apenas consumidor. É aumentar a necessidade da sociedade de se criar com as próprias notícias, a sua direção.

Quando o questionamento por uma receita é mais do que por informação útil, o baixo consumo das mídias alternativas se apresenta. O gênero comunicador ainda é muito recente em nosso país. Definir uma interpretação com a pluralidade ideal de um formador de opinião. O propósito da notícia, da sua veiculação e da reação dos consumidores. A mídia brasileira noticia a sequência dos fatos para o leitor com um baixo entendimento da informação por esclarecimento trivial que ainda falta, tanto do noticiador como para quem procura o que interessa. A mídia didática deve auxiliar as grandes matérias. Esclarecer assuntos que parecem simples ao olhar de quem entende, um bem estar intrínseco. O meio da informação que chega até ele, leitor, concorda aos núcleos de formação de opinião. Não significa que os patamares intelectuais do Rio de janeiro estão afastados, ou se é por falta de sintonia ou história. A grande mídia não orienta se quer o uso dos seus produtos com rótulo de notícia útil e expõe a diferença definida para a gente destoar um do outro. O espírito comum e a publicidade de massa.

["O meio é a mensagem", Marshall McLuhan]

Enquanto houver pouca família feliz com as tradições, poucos filhos sem prezar os pais por convenção e o cultuar do respeito de casa, mediante a qualificação das escolas, a comunicação comunitária esbarrará na ótica dos empreendedores desleais. A moralidade cívil, a boa fé, a cultura e a natureza no grupo segmentaria uma ética mais apurada àqueles que fomentam a riqueza oriunda da ganância. A receita do lucro material, sobrepuja a estratégia de atuação acadêmica com o estágio na comunicação comunitária/alternativa, em comum acordo com as oportunidades de mercado, e aos olhos nus, sem ideal.

Por, Rubens Barizon

11 de out. de 2012

O circo alegre

"Respeitável público"
Assim, como no circo, deveria ser anunciado o histórico julgamento do caso mensalão. Sem alusões as calhordas do palhaço traiçoeiro. Todavia, de uma forma a se considerar o avanço no setor judiciário Brasileiro.

O destaque que a mídia vem dando diariamente em seus veículos, envolve o reconhecimento, pelos leitores, do caso extraordinário nos tribunais de Brasília. A maioria da população ainda não acredita no que está acontecendo. Talvez pelo histórico dos nossos governantes, ou talvez pelo conceito cultural apolítico instalado na nossa sociedade. Mas sem dúvidas, o mensalão ganhará lembrança como o primeiro caso envolvendo políticos de calibre a irem para o tribunal, por crime sinônimo de política Brasileira: a corrupção. Tão pouco creio que esse escândalo de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa tenha sido o único esquematizado(não isentando o passado), pelos corredores do planalto. Entretanto, foi o qual a União teve a competência de dar um basta! e julgar os parlamentares envolvidos, anteriormente intocáveis e hoje réus.

Não temos ainda a definição de nenhum encarceramento determinado pela cúpula julgadora do STF, porém, há expectativa de que toda a tenda armada não termine em chamas com um número mal executado pelo trapalhão. E que uma decisão para o bem do futuro, seja permitida aos malfeitores - condenados na cadeia - como exemplo para quem pensar em desviar dinheiro dos cofres públicos.

O mensalão e a repercussão de toda a patifaria política sobre corrupção no Brasil, pode deixar um legado importante tanto no congresso como também em nossa sociedade. O sentimento de impunidade se esvair. E que as pizzas servidas no final das plenárias do governo, sejam servidas na cadeia para os futuros cárceres.

[Afinal, no circo não se costuma comer pizza]

Mensalão,

Por Rubens Barizon

4 de set. de 2012

Resenha do curta "Mãe gentil", de Carlos Baliú


Com diversos personagens da nossa nação, o diretor do curta utiliza o conhecimento de diferentes tipos de pessoas sobre o hino nacional brasileiro para criar uma estética dinâmica de comparação. Eram analfabetos, intelectuais, jovens, velhos e crianças. Cada qual com uma interpretação distinta do hino.

Com um toque irônico, a linguagem se expande no decorrer da produção audiovisual em tom bem humorado. Os personagem são bastante contundentes, mesmo que ingenuamente os discursos revelam uma preocupação com a plataforma social como mensagem. Quando muitos perguntados sobre o significado das palavras do hino, incluindo os mais esclarecidos, acabavam se embolando durante o discurso. Outros erros comuns eram na melodia, nas frases semelhantes e no texto extenso. São tantas palavras rebuscadas, que para entendermos bem a nossa pátria mãe gentil através da música, deveríamos agarrar o dicionário e, ao menos saber o contexto em qual foi composto tamanha síntese de palavras para um país de tal dimensão como o nosso.

Um verso do hino em especial ganhou destaque em forma de calúnia: “deitado eternamente em berço esplêndido”, quando um personagem faz a comparação do verso com a preguiça do povo e o que seria realmente um berço esplêndido. Na sua opinião seria um berço de ouro, o que não condiz com a realidade, convenhamos. E ele ainda vai além, dizendo que se o verso tivesse sido extinto na época do governo Médici, o andamento das coisas talvez seria diferente – sarcástico, porque grande parte da população nem mesmo sabia cantar o hino - pra que mudar o que não se compreende? O entendimento para uma nova história se constrói na convergência de diversos fatores.

["A gente não quer só comida, a gente quer bebida" e também uma resenha. Né?

23 de ago. de 2012

Cariocinese

Por Rubens Barizon
O conforto das possibilidades bate a nossa porta. E é aí que vemos qual a real cultura de um povo. A facilidade de consumir com a ampliação do crédito brasileiro e a necessidade do desenvolvimento social de estrutura.

Os grandes veículos brasileiros perduram o absolutismo de controle de massa. Não que isso seja algo do qual nunca ouvimos falar. Entretanto, o momento da história é um outro. Tão perto, que esticando o braço, se pode alcançar o fim da série: país do futuro. Suavizo a ideia para não afrontar as novas tendências ou emocionar os lados, sejam lá qual forem.

Nosso avanço econômico remete muita enrascada para a educação financeira, condução familiar e relacionamento cidadão. Ao invés do interesse de privilégio e posse, devemos fazer com que a fase de ouro da economia global, para nós Brasil, deixe o legado de desenvolvimento humano interpretativo, já! E de pronto utilizar da tal febre de acesso local as informações instantâneas da internet, e quaisquer outras distrações da indústria hightech, para dar atenção exatamente para o que nos circunda efetivamente. O índice de analfabetismo no Brasil é maior ainda do que no Zimbábue, país africano com apenas 5% do PIB brasileiro. Não há condição de desenvolver uma democracia com tais números registrados pelo IBGE e IDEB. Porém, o preço sobe r todos continuam a usar os seus créditos para se comprometer com o que o sistema de consumo mais quer: a acomodação irresponsável. O esporro serve para, desde o estatuto até você, leitor. A atuação socioambiental e administrativa dos bens e do espaço, se incluem no assunto por direto de lambuja do escritor. Temos que tornar o nosso território em prosperidade, para evitar novos acontecimentos elusivos, facilmente abafados.

Atualmente, compreender a necessidades pós moderna de caráter político e de uma governabilidade avançada pela rede, já não faz da crítica uma oposição ao modelo capitalista regente. Todavia, vale o alerta para a necessidade de parcelamento dos ganhos. Planos e licitações de incentivo ao princípio de cidadania, concretizariam uma base sólida para a sociedade brasileira contemporânea. A crença de criatividade e extroversão do Brasil não aguenta mais parar ali diante ao futuro e morrer no domingo de praia. O espírito crítico comum pode e deve alimentar uma maior parcela da população, acabando com as estranhezas entre o vínculo de grupo no avante do amadorismo para um tipo de sociedade madura e responsável pelo controle dos atos essencialmente BRASILEIRO.

5 de ago. de 2012

O esperado ouro de agosto


A notícia da presidente Dilma na última quinta feira anunciou a entrada da Venezuela no Mercosul. O veículo foi o rádio e o programa que forneceu a informação foi "A voz do Brasil". O famoso horário político das 19h.

O presidente Hugo Chávez se entusiasmou com a parceria. Fazia 6 anos que nenhum novo país atingia os índices exigidos para o ingresso no bloco econômico latino americano. (último antes da venezuela) Parece gafe, mas o ditador venezuelano aceitou bem o acordo e estava até animado. O país detém um significante potencial energético mundial e a relação internacional com outros atores do continente também está por conta do projeto de desenvolvimento econômico e social, qual o país socialista se propôs. O projeto Simón Bolívar iniciou em 2007 e tem prazo de validade até 2013. Entre os principais tópicos estão a adequação dos limites do governo socialista, a matriz energética potencial e a necessidade de inclusão humanista com o avanço sistêmico dos rankings. Com a entrada da Venezuela no Mercosul, o Brasil é a 5ª economia global.

Diante ao cenário político efervescente e as mesmas más colocações nas olimpíadas, o Brasil avança na política internacional durante o segundo mandato do partido dos trabalhadores. As dúvidas ocorreriam se qualquer outra frente política estivesse na esplanada da alvorada. Não tivemos aqui um um libertador do império português, porém, a mistura de cultura de quem pode mais atinge diversas camadas e acaba de modo inédito no supremo tribunal federal com o julgamento dos acusados pelo caso mensalão - a corrupção. Nada ainda está decidido. Metidos no processo estão os seguintes nomes: José Dirceu (ex-ministro da fazenda), Roberto Jeferson (envolvido e denunciador) o ex tesoureiro do tribunal de contas da união. A preocupação é a seguinte. Quando as diferentes vertentes estarão enfim, sob as condições amenas de associação entre os movimentos sócioambientais e as outras matizes da nossa governabilidade?

A interconexão da modernidade custosa avança com um intuito estrutural de base sólida, e isso deve ser equilibrado fielmente às repercusões que geram resultados no comportamento dos que estão incluídos no esquema geral da realidade em nossa pátria gentil. Insisto no apoio linguístico e nos seus significados, na relação digna entre os participantes e então uma cidadania vinda de qualquer lado com destino em qualquer estação.

Rubens Barizon