21 de abr. de 2015

X + Y

 O escritor tem um lado espiritual. Seja ele enrustido em meio as palavras ordinárias, ou pleno sobre os temas mais ásperos. Ou ainda pelo lado desnudo, com as letras que se referem a qualquer fé, religião ou crença, bem estabelecidas, sem mais preocupação.

"
 - Sabe aquele personagem do outro texto: é você. Sim, o mesmo que não gosta do próprio espelho. Mas fique tranquilo, pois outros o admiram.

- Por que o senhor fala assim? Seria um reflexo sobre aquilo que debatíamos?

[Lê-se a cena num grande casarão familiar, durante uma conversa em dia de feriado] 

- Porque as coisas são ditas pra quem interessa saber. Os gostos e pontos de vista, começam e terminam. Se essa vontade esbarra no desejo de alcançar novos conhecimentos, não vai dar para entender nada e a vingança detona a autoética. Opinar apenas por uma opinião, muito das vezes, reflete contra si. O mesmo do que almejar o verde que não florece em teu jardim.

- Todo mundo quer ter opinião, é verdade. É um direito do cidadão a liberdade de ir e vir, de expressão de ter o quê comer. Não sei para que tanta preocupação com a opinião dos outros, afinal o senhor também tem a sua.

[ambos personagens em pé -  a cena admite um pai e filho]

- Percebo que a sua voz está ativa, continue assim. Mas lembre dos percalços, não apenas a velhice cabe na desconjuntura. Você precisa conhecer bem as suas opiniões. Dois não se entendem, imagine um monte de gente?

- Se a opinião não me interessa, eu simplesmente ignoro.  

- Você mal sabe que os acontecimentos tornam a repertir, dia após dia... "

A variável que eu estudei em matemática foi X, demora a digerir;
Y parece carne branca, rapidamente dá fome.
X tem algo a dizer. Y tem uma opinião.
Logo, qual o futuro da comunicação contemporânea?


Rubens Barizon
Abrindo Abril. Abraço abrupto. Abroquelar.














17 de mar. de 2015

Superfluidade, uma dose de mentira para curar

A verdade soa como equilíbrio ético nas relações humanas. A palavra que tantos vocalizam, tem a sua caça em diversas circunstâncias da vida.

O que seria a verdade então, se eu assisto a um certo caso e em seguida, conto a minha versão para você? A bendita palavra tem uma comissão no parlamento, com juízes para julgá-la; serve (ou pelo menos deveria) de fundamento para o jornalismo e sustenta inúmeros vínculos sociais entre as pessoas, que querem porque querem saber da verdade. Nós reproduzimos a verdade de modo a utilizar o nosso 'ponto de vista', termo bastante utilizado neste boom da liberdade de expressão na rede social.

A realidade cada vez mais se aproxima das opiniões próprias, de modo a ampliar o pensamento lógico que atém o homem ao interesse mágico da verdade, com tabela e códigos que desmascaram a falácia como uma aberração a ser combatida. A filosofia pondera as formas de se chegar no mesmo lugar, com variadas possibilidades de verdade e flexibilização das contradições, o que derruba as barreiras de limite do pensamento crítico, sem  absolutismo. Decida a sua maneira de interpretação e permita-se tolerar a conclusão óbvia, que o fulano cisma em tratar como verdadeira.

Ficção, narrativa, opinião, lógica, história, subjetividade, produção, realidade, informação, propriedade, reproduzindo...

Acredite no que quiser, a verdade não depende de você.

Rubens Barizon



12 de mar. de 2015

Epopeia Poética


Quando um tempo da vida foi perdido.
Nao sobra um
amigo dessa entrega.

Perdas, exagero e problemas.
No mais,
dificuldades da vida desse homem.
Sozinho mesmo.

Não estava pronto ainda.
Desculpa... conscientização da necessidade,
vulnerável.

Os amigos para me abraçar?
de verdade, só os que estavam ocupados.
No então,
os doidos de bem.

Idas e vindas de um prazer oculto,
à rigor. No fim,
Torpor.

Poucos continuam.
Vi um caos de perto.
A bagunça,
o gosto pelo excesso.

O trânsito da prosa.
Com a narrativa própria,
da poesia sem volta.

Interpretar
faz-se uma ação,
quando neste adianto,
o debate franco, some em emoção.


Rubens Barizon
''As letras seguem fazendo sentido¡! ''

3 de mar. de 2015

Roteiro da vida padrão. Sucesso garantido LTDA

Um dos questionamentos que encasquetam minha reflexão sobre a sociedade é o padrão comportamental alienatório que se transforma em cultura.

Diante a todas as possibilidades na era da informação, parece que a originalidade, criatividade e naturalidade, são características cada vez mais suprimidas pelo conceito de aceitação ao esteriótipo da imagem, que impulsiona o meio ditador com moldes e costumes superficiais.
Vivemos no mundo onde a ideia de que tudo é possível se especula em diversos formatos, planejados para estimular nossa expectativa de sucesso. Porém, como nem tudo é como aparenta, muito bom estar atento a cartilha do 'politicamente correto', que deve ser seguida conforme o padrão exigido. Bem do jeito: seja excêntrico! MAS, procure tempo para cair no gosto de quem faz valer a sua necessidade. Senão, engula à seco, diariamente, toda lucidez do convívio social e mercadológico. Já que é assim e não há para onde fugir, faça essa mistura e arredonde para a média cravada, sem risco de variação - Não vá sair do padrão, viu?

Numa entrevista da Martha Medeiros (jornalista, escritora) para o programa da Marília Gabriela, na GNT, a colunista confessou sentir falta de pessoas diferentes e ainda disse enxergar que a maioria das pessoas são semelhantes e as relações entre elas, repetidas. Foi de um conforto sem dimensão, saber que essa percepção está sendo compartilhada - ufa! O problema é que ela também admitiu ser uma representante da sociedade 'integrada' e que gostaria de ser mais alternativa. Com esperança, prefiro crer que isso tem a ver com a necessidade que aprisiona.

A resignação a este contexto, que eu vou chamar de 'loucura bem trajada', talvez seja mais complexa do que acreditar no potencial singular de cada pessoa. Em vias por onde o mínimo detalhe distorce a realidade e o transforma em sensacionalismo, prefiro fantasiar-me de eu mesmo, apostando no futuro do indicativo da boa fé.

Rubens Barizon
*Crônica do cotidiano*

24 de fev. de 2015

Ao rótulo dos prêmios do Oscar 2015

 Birdman agradou com a história de reinvenção artística de Riggan
Thomsom - o Birdman, personagem interpretado por Michael  Keaton.


 O longa metragem tomou o gosto da academia hollywoodiana de cinema e levou as estatuetas de melhor Roteiro, Direção e Fotografia, que consagraram a de Melhor Filme, último prêmio da noite. Totalizando quatro para a equipe do projeto.

 Alejandro Iñarritu dirigiu com ousadia, arquitetou o filme em plano sequência e soube conduzir o roteiro, com intuição visual, as cenas bem amarradas fertilizavam o lúdico, num ritmo capaz de extrair o melhor da fotografia e do elenco, que também conta com Edward Norton.

 A história é sobre a aposta de Riggan Thomsom (Keaton), ator que investe numa peça de teatro na Broadway, para redirecionar sua carreira e se livrar do personagem, que carrega como carma.

 A linguagem do filme entusiasma, assim como as quebradas de bateria em certas cenas. Os efeitos gráficos e sonoros merecem destaque.

Rubens Barizon,
sobre cinema.


12 de fev. de 2015

Logo no carnaval, Eike?

Deixa eu falar:
[Política]

A economia não vai bem. Talvez, por conta dos empresários, público e privado, alimentadores do pensamento ecônomico moderno. "Modernos"?

Não sou PTista! senão, um sonhador da justiça para todos. A igualdade dá prazer aos meus, conceito e preceito.

Ver os tantos executivos, políticos e empresários, neste caso, o Eike, serem confiscados pela federação, passa-me um sentimento de saciedade, pelo fato de em nenhum outro governo, os 'intocáveis' serem perturbados.

Pois é carnaval! Tempo de chacoalhar.

Rubens Barizon
''É o confisco! eu confisco, esse é o meu trabalho, eu confisco"

27 de jan. de 2015

Admitir

O coração vazio e a leveza das confissões. A cabeça não segura o corpo. A posse da carne não adianta, se a tentativa de dentro do peito não for de verdade. Daquilo que faz bem, prefiro a fortaleza. O devaneio serve para antes dos trinta. Além, é exagero. A não ser a poesia, a vontade de amor compartilhado, sem a doença de amar mais o outro do que a si próprio. Investir em ilusão é um duplo erro, o de acreditar numa outra verdade e o de achar que vai dar certo.

A omissão trata com respeito, a sinceridade alia-se ao realismo, a mentira é quando a solução está bem ao seu lado e não há outro caminho. Siga o da verdade em caso de mudança...essa opção é a que vai te engrandecer. Usar todos os erros como uma forma de aceitação, daquilo que não tem como escapar. Ou então, o desprazer de deixar como está - o passar do tempo.

A bagunça precisa ser admitida, o controle é aceitar o inevitável. Remadas ao sossego é seguir o modelo individual que o fato de ser humano concede a nós; seres, singulares e humanos. O quê os olhos veem, o coração (des)aprova com certeza.

Seria fácil, se os erros da vida pudessem ser editados com cortes e as cenas maravilhosas dominassem do início ao fim, o filme que conta a nossa história. Não vai ser assim...

A inversão métrica faz parte deste estado embaralhado. As frases curtas e o valor sentimental de envelhecer.

Rubens Barizon


23 de jan. de 2015

Dicotomia

A comunicação passa na via de influência da opinião e arquiteta os tipos, cujo propósito da vida se decide em direção à zona de conforto da razão.

A natureza humana se contradiz quando tem o poder calculado pela quantidade exata, em variável X proporcional ao que os tipos acumulam e compram quando estão cansados da vida rotineira e amarga. Enumerar, omitindo a necessidade de sobra e falta do meio, que se retroalimenta com o argumento de poder e rejeição aos demais moldes, também inspirado pelo 'boom' informacional que o mundo globalizado desencadeia - separação ideológica, onde o potencial vem da métrica.

No entanto, quando o título deste texto propõe a oposição, a primeira voz busca o equilíbrio das admirações e qualidade individual. O exemplo é prático, na sexta-feira, a condição de bancar (o quê, quem) e/ou a prerrogativa do grupo, pouco admite a necessidade da sociedade plural, que emerge inúmeras propostas, revelações avessas ao conservadorismo e mantém o ciclo de tostões nas pequenas relações da estética; a originalidade, apenas como um respeito pelo todo.

 A visão é a de informar discrepância provocada pelo desejo da vitrine, que causa ilusão. Não é apenas na aparência, mas nas palavras formuladas por sábios do mercado, que empurram as pessoas, uma contra as outras.

Rubens Barizon
[repertório ensaiado]

"- Quem seria Deus no mundo de hoje?"

19 de jan. de 2015

Máscara de amor

Quando vem do ciúmes, não pode dar certo.
Nada se espera,
tudo bem perto.

Se o corpo esquenta,
a paixão flutua.

No que a cabeça tenta,
o interior indigesto,
tumultua.

O quê fere o amor,
não fica no ar.

Amor faz sentir,
o tempo que há,
na lacuna do olhar.

A boa fé do ciúmes
tem reação de gente má.

- "O que dizes para mim? "
- Com ciúmes, não dá.
O aroma fica, para os momentos lembrar.

Essa máscara de amor,
prefiro não usar.

Rubens Barizon
[a linguagem poética registra a plenitude]



12 de jan. de 2015

Turbidez


A linguagem da pressão em tempo de verão, agita o corpo e ebule o cerébro, que já em atraso com a estética da imagem, convenciona-se cujo movimento de sombra, água fresca e prazer. 

Chegando no ponto de conduta, em banda com a associação e a vontade de conhecer, o caminho para uma conjuntura de histórias pessoais e leitura, que eu chamo: literatura de reporte. Seu estilo e forma, dentro de tal versão do fato, gera uma narrativa do particular até a mais plural e avessa possibilidade. A variação linguística é a diferença da expressão/absorção diante a comunicação que se estabelece entre os envolvidos numa ação. Se há valores (racionais, físicos) o fator emocional vai disparar uma reação, nem que seja à força.

O controle e o estapafúrdio oscilam entre os tantos que estão submetidos ao calor, nesta ilha que provoca uma sensação altíssima de descontrole térmico e aumento de uma série de facilidades; a questão é a crítica. O antônimo desta ideia não chega em nenhuma oposição barata. Até porque, a censura deveria partir das absurdas relações de transparência com o modelo de vida, às escuras do equilíbrio - "ao aceitar, aplique-se como tal". 

A ocorrência seria o descompasso do desenvolvimento social e econômico. O de propriedade intelectual coletiva e histórica, deixemos com a França. Pois, terrorismo como o contra a redação do Charlie Hebdo, ainda não nos chegou o molde, mas de violência estamos bem(?).

Rubens Barizon
[No quê o geral fomenta com a intromissão do individualismo]




9 de jan. de 2015

Do geral para o particular radical. Sociedade, conclusão e as diferenças

Decisão de canal para uma história sustentável. Estou pegando a mania de ser cada vez mais objetivo, diante a direção das frases sincronizadas, no foco do que sou por um todo. Equilíbrio não se taxa em encontro urbano.

A literatura e a poesia da entrelinha modela, na forma mutável das novas mídias, o cerne da interpretação até hoje. O deslumbre narrativo, a frase bem colocada para um determinado fim. O tema é aquele simples. A sinalização do ato direcionado àquilo, afeta logo o que existe a ser rechaçado; a postura do momento cultural de criação. Se te parece calúnia, analise antes a deixa. O esclarecimento opera melhor. Saber ler os códigos de visão interpretativa com a razão orgulhosa de valor. A pressão acaba com a absorção e digestão, por si só. A não ser, quando se trata de terrorismo e liberdade de expressão.

- "Não darei sequência a polêmica internacional destes dias, quando rebeldes ultraradicais ameaçam a segurança com avisos equilibrados ao ponto de vista criado pelos cartunistas assassinados com rajadas. Onde se faz de um jeito e o outro reage conforme suas convenções, com Deus metido na conversa, ou por simples revolta interpretativa dos desenhos e seus significados para as partes - fica a variável nesse problema."

Vejo a sociedade global nas dimensões a partir do trânsito local dos meus costumes espaciais e digitais. As relações sócioeconômicas atraem o olhar mútuo de interrelação de princípios, política e patamares. Lê-se por metrópoles globais, o impacto em cadeia das informações que navegam de clique, em clique.

A literatura não se virou como apenas um clichê mecenas da web, mas as formas elaboradas de furor e unidades de valor, da linguagem menos técnica  até o acompanhar dos fatos sustentado pelo realismo útopico - o convívio do mundo e suas diferenças: do pilar ao dinheiro; interesses comerciais da cultura local. A realidade narrativa de esteriótipo, cada qual com sua correspondência e intenção. Contribuições e trocas de hegemonia (qual seja), nem sempre será amistosa quanto parece o cumprimento de uma lei.

 Nem sempre tão explicada, na França ... no Brasil. As armas, as instituições, as conclusões sobre as interpretações e: bang! O pavil chega ao fim em qualquer tipo de ralação. As constantes sofrem o mesmo que as repentinas, rotineiras ou casuais. Se tem canal, vai chegar a mensagem e a reação abrupta acaba em tragédia.

"Salve-se quem puder"

Reduzindo as gorduras.
Rbarizon, em Rio de Janeiro.
 





 

30 de dez. de 2014

Energia Boa

O caráter do diário digital e o propósito de confidência, conduz a contradição de pensar e escrever sobre este ciclo de doze meses que termina, com os votos e brinde ao novo ano. Um divã público na plataforma web.

Movimentado pela Copa do Mundo de futebol, e que deixou a decepção no ar, 2014 não consternou o meu propósito de desenvolvimento. Aonde a bola cair no mercado de comunicação, a posição vai ser a correta para empurrar para o gol, independente dos zagueiros que servem aqui, como pedras no caminho.

De certo que a idade vai passando, o vigor da maturidade chega para entender a vida e com clara evidência, nos cansa como antes não era sentido.

Pela motivação da vontade e desejo de prosperar, o ano de 2015, que soma 8, deixa o universo infinito de possibilidades - Oxalá!



No caminho,
Rubens Barizon

13 de dez. de 2014

Preciosismo


  Um alguém que transita pelo erudito ao popular, naturalmente abre o caminho do julgamento.

  Refiro-me então, sobre a afirmação inútil e o comportamento sem repertório. Escrever sobre a mudança de olhar repentino ajuda a interpretar os códigos e diferenciá-los da imposição do discurso.

  Textos autobiográficos me incomodam. Não que eu seja inclinado à ficção, mas é que a verdade que já passou, narrada pelo mesmo que a vivenciou, já sofre uma série de modificações estruturais da linguagem histórica, emocional e convencional.

  A versão original é a que vem da cumplicidade natural; a espontaneidade da informação parte da origem cultural do interlocutor - o conhecimento linguístico e a memória de transcrição para contar determinada história, à sua maneira mais pura e real, para que no entanto, a história não siga o interesse do locutor e a certeza perca o potencial de realidade

Manipulação e discurso de verdade

"- Quem fala do quê para quem", nos permite superficialmente cogitar direções. Outro sinal do discurso de autoridade é a referência do imediato - a resposta para o que é crucial em dado momento. A crença no que é falado por último em tom de afirmação do ponto de vista, retroalimentando paradigmas, do particular para o geral.


  A ideia do outro é quase sempre pitaco! se for de "verdade", a compreensão vem à tona. Ao reforçar o óbvio, a máscara cai e as intenções dão a largada ao jogo, que é relacionar-se com os fatos e comportamentos narrados pelo molde social de cada indivíduo.


Rubens Barizon

[29...]

3 de nov. de 2014

A modernidade e a filosofia da opinião

O mocinho faz o bem e não tem direito de errar senão o mal se instala. O vilão arma para conseguir os seus interesses egoístas e figura lapsos de consciência coletiva. É por meio destas frases a comparação do texto. O momento em que o extremo das ideias age.

A história parte da lógica vista nos pequenos círculos sociais. Quando a concórdia se instaura, supostamente, a aceitação ao plural dá um passo adiante. Seria simples assim, se a parcialidade das expressões fossem determinadas por um único ponto de análise. Partindo desta premissa, vê-se que uma ação coletiva de democracia envolve inúmeros elementos. O sim (vamos) e o de não (vamos de algum jeito) para que o conjunto faça sentido. Sem a sequência proposta, a oposição extrema se revela e o ser político rapidamente transforma suas ideias em atitudes radicais - sem coerência. Sobretudo no Brasil contemporâneo, de uma proposta midiática com razões econômicas e perfil resgatador de ideias perdidas, alimentando o conflito ético ao invés da discussão política.

A direção de governo, os questionamentos locais e o saneamento básico (conhecimento) ficam sempre para amanhã. As observações transformam-se em regras no quebra cabeça da administração pública brasileira. E as incontáveis opiniões ecoam como diretrizes a serem seguidas, sim ou sim.


20 de out. de 2014

A oportunidade de estar certo


 Cada dia que passa, tenho mais convicção sobre o poder da contradição nas relações humanas. 

 Seja lá o meio de comunicação utilizado, a constatação do avanço da contradição vem diretamente das pessoas que tenho escutado por aí. Em maioria, parecem sofrer uma crise necessária de afirmação da verdade e somente a verdade.

 Na narrativa da mesmice, em crise, não existe a possibilidade de erro, "pois esse é o meu ponto de vista e cada um tem o seu". Mesmo entre pessoas próximas, o tom das conversas parecem se polarizar em uma oposição desmotivante, que concorda com a moral esteriotipada criada pelo círculo de informações superficiais que lhes dão direito de opinião e pronto.

 A influência da mídia de massa vislumbra o poder conservador e interfere na interpretação da sociedade com seus modelos de padronização do consumo e da ideia, que afeta a discussão saudável da opinião pública sobre um assunto; se considerado um patamar abrangente. A opinião contrária é uma forma de equilíbrio e soma de valor, o exercício do ego e da tolerância que gera conhecimento.

 Se ter dinheiro na economia atual é para poucos. Por que não ter a razão (né mesmo)? 

Rubens Barizon
- a contradizer as certezas.


8 de out. de 2014

O Oriente Médio da política no Brasil

 O mulçumano segue o alcorão e seus cinco pilares. O brasileiro, segue o ciclo dos mesmos governantes. Seja lá ou cá, a roteirização parece estar pré-definida, cada um do seu jeito - pela guerra ou pela sobrevivência ao controle.

 A votação mostrou uma grande contradição no resultado dos votos, nessa que é uma parte boa das eleições, a velocidade da apuração. A segurança da contagem rápida é outro assunto. A contradição capaz de dar um exemplo para o eleitor é no caso da corrida para o cargo máximo da república, entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. Houve uma inversão de valores no histórico dos governo e partido, PT e PSDB, consecutivamente.
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 Na região do ABC paulista, reduto do Partido dos Trabalhadores (PT), a atual presidenta Dilma não conseguiu a maioria dos votos. A insatisfação dos eleitores da região sede do partido, demonstra a rejeição. Em Minas Gerais, estado por onde Aécio Neves já ocupou o senado e o governo, mostra outra inversão e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) perdeu onde deveria ser um eleitorado que apoiasse a candidatura do tucano à presidência.

" - Seria essa uma manifestação local do eleitorado democrático, tentando mostrar indicativos que devem ser levados em consideração no 2o turno? "

Acreditar na sequência coerente é ter esperança política. Se isso não funciona (e não funciona) continuaremos com a polarização das atitudes públicas. A governabilidade desse país plural, parece se caluniar e negociar, enquanto tudo segue. 

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Já sobre o que compete acreditar numa comparação ao Oriente Médio, observo que se em uma constituição federal (país enorme deste) temos basicamente os mesmos partidos e antigos candidatos reeleitos, faz-me associar um tipo de fundamentalismo, o de falsidade ideológica entre as sociedades, que com pouca diversidade entre seus representantes, não conseguem dar uma nova direção à política nacional.


Por Rubens Barizon - produção independente.
[O fundamentalismo da polarização]







6 de out. de 2014

E o Brasil gira a máquina política

 A engrenagem funcionou bem de acordo com o normal. O pluripartidarismo e as políticas de governabilidade passam seus bastões ao da vez e a mudança que se fala tanto, se perde em meio aos votos.

 Voto de ida e resposta direta. Tudo como se trama. A sociedade da polarização, do medo de não participar da festa da democracia, manteve a antiga forma de pensar eleição. O conservadorismo interfere  e novamente as mesmices - os candidatos desta eleição merecem um capítulo à parte. Até porque, seriam poucas as modificações possíveis com essa votação.

 Nada de surpreendente. Está tudo em controle.

30 de set. de 2014

O navegar da comunicação e o espaço público

"Ao próximo, ofereça o conhecimento. A qualquer outra intenção de alguém, algo ligado ao dinheiro"


Acima, a frase que deslocou um pensamento sobre o valor da vida em pingue pongue. Sem assustar ou tomar muitas conclusões, pare e racionalize apenas a problemática do texto; não a sua.

- Um rapaz tem a sorte de encontrar em seus momentos no meio social, as pessoas que fazem do universo a extensão do lar. Logo, na maioria das vezes o conhecimento se transpassa com fluidez moral, capaz de cultivar as doutrinas da argumentação, no espaço público, diante ao discurso - círculo de verdade e poder.

Quando essa pessoa, no caso da breve sugestão, o rapaz propõe (exposição) outros modelos de comunicação, quase sempre se associa ao dinheiro. Em seguida, os formatos de comunicação e consumo prendem a atenção de quem seja, mesmo diante a qualquer alinhamento. Desconsidere por uma interpretação ampla, as atividades didáticas, aquelas feitas fora de contato com outra pessoa.

Permeando ao cenário proposto, ficam os costumes da sociedade pública em relação ao meio eletrônico, digital do mundo em interação. Ao redor, um meio ambiente em cronologia com os avanços bruscos na maneira de identificar a característica verdadeira ... a de conhecimento empírico, a do lado cognitivo da relação interpessoal no espaço público

 Aos demais, ofereça algo ligado ao dinheiro ...


Rubens Barizon
[Modelos de comunicação]





29 de set. de 2014

O tema é política

O mês de setembro vai dando tchau no ano da Copa. Digestão do evento quase feita e de pronto, voltam aqueles mesmos problemas de sempre. Ao invés da organização,  as propagandas políticas.

Já para a próxima semana do segundo 'bro, temos eleição - para o dia 5 de outubro, parece existir um comitê especial para as inscrições de personagens pitorescos. E o melhor que se pode fazer,..., não sei bem. Para voto presidencial, podemos argumentar. Agora, para os outros cargos, admito um desprazer enorme com. A democracia dá preguiça quando temos o cenário de candidatos tão pobres de confiança como esses aí.

A mística de país do futuro transporta o meu olhar para uma unilateralidade de geração de políticos iguais aos de antes, como se houvesse que ser assim, uma manipulação ou modelo de gente. Ah! sim, a corrupção pode explicar. Mas, existe um percentual considerável de qualidade dos candidatos, atravanca e não vai pra frente. Nem são muitos anos de vida assim, mas essa me parece ser a eleição mais incompleta. Falta alguma coisa.

Temos alguns dias para decidir o que fazer com o destino político do Brasil para os próximos 4 anos.


26 de ago. de 2014

Outra vez

 As segundas chances conotam, em primazia na minha vida, um ar de orgulho e rejeição sobre um assunto tratado com atenção, por uma procurada. O 'não', possibilidade do 'sim', ataca o centro do umbigo. Neste caso o ego. Logo, uma próxima página.

"Obedecer ao caráter não é um exercício. De certo, testa a tolerância"

Rubens

'Rubro'