16.1.12

As relações de punição conjunta

É quando através de outro alguém, que sentimos a fragilidade do ser cauteloso com a alma. A independência dos outros aflige os amores contemporâneos. A capacidade de afastamento causado pela posse da sobrevivência mundana, ou causa a necessidade de afeição momentânea ou acaba com a pureza do que é real para a essência não préjulgadora. Há essa dualidade aqui presente.

Clarificando a ideia da necessidade

Com tantos apetrechos atrativos à nossa atenção, a solidariedade humana parece ser consumada pelo afeto, diremos, instantâneo. A palavra optante, remete o exato contexto. O reconhecimento das semelhanças é perspicaz ao desfrute do que se encerra em pouco tempo. A duração da simpatia pode ser determinante para a classificação de tal continuidade identificativa, interessante e até interesseiramente grosseira. A relação da globalização com a sociabilidade causa um primeiro impacto um tanto pitoresco. O que decide o primeiro ato deve ser a empatia diante as aceitações de quem se encontra adiante, senão são correspondentes, somente se algo catársico ocorrer para romper esse laço da necessidade instantânea. Complementa-se pela reação de que é resistente ao padrão em qual o ambiente dispõe as etiquetas de convivência, ainda mesmo não existentes. Adicionando também, vê-se a massividade da maioria pesando e classificando com as suas contínuas diplomacias de medo. Caminhando suavemente reparo os amores raros ocorrendo, a impossibilidade chegando aos céus pela escada do futuro anteriormente represado pelas políticas sociais. Como o amor é lindo!

O afastamento por objetivos

Quando o exposto acima não condiz com a relação de imediatismo, o préjulgamento se instala no umbigo das necessidades singulares. Com respeito as relações de racionalidade conjunta, talvez seja bem mais comportado e sociável evitar devidas atitudes para rumar em uma aceitável velocidade de sucesso. A tolerância está em cheque, bem como são multíplas as possibilidades para qualquer coisa. É interessante deixar a nota de que demoraríamos 6 anos para absorver todas as informações diárias(obsoletas) postadas na internet, segundo a matéria de um renomado telejornal. Não obstante, realmente, vem mesmo parecendo ser tão viável estar nesse bloco de esteriotipação do que absorver todos os sistemas de um dia, que íntrinseco adentro dessa totalidade assustada, impede um modo justo de se relacionar - mal podem se reconhecer nos estranhos classificados ao ar pelo equilíbrio inexistente. O resultado é a reflexão solitária de cada um. O que acaba acarretando o mesmo afastamento.

Da onde surge a associação entre as culturas pós-modernas? A estranha relação de consumir ao invés de respeitar e amar de verdade. Porque é mais fácil assim.

Rubens Barizon
[Deságue de tempo chuvoso]

13.10.11

Propagação em teste

"-Eu gosto das diferenças bem reportadas", balbucio.

O amigo nada menos esclarecido, diz: "- a grande mídia faz isso ficar mais difícil" retruncou, à espera do prolongamento.

"O que acontece é que, quando se confia demais em que o outro age, me vejo". Parecendo mais aliviado, suspiro com um certo olhar cansado.

"Se ver no próximo é como deveria ser feito. O respeito seria mais comunal. Sem alusões. Refiro a ideia para uma sociologia mais sanguínea. Não temos mais medo do que nos fere, mas sim, de como seremos apartir de uma falta de moral. Também não pense que essa dor é por esclarecimento humano. Talvez, pela interpretação do meio que os guia." -Foi muito? me pergunta. É por conta do excesso de palavras. Sorri.

"-Quer saber?" em meio a uma ligação, planejo um futuro próximo.

"-só mesmo o que se transforma em concreto. Fantasia, já basta com a minha mulher". Responde sagazmente.

"Vamos prolongar esse desempenho social em algum lugar de mais entretenimento. Conheço um lounge bar que costuma ser bom às quintas. O dinheiro e a continuação do papo(com elas) aguçará a questão".

Na mesma classe, o sujeito se demonstra tão disponível que junta as tralhas da monografia e topa se conduzir como eu propus.

Estaciono o carro num estacionamento, que dependendo do dia, até manobrista seria preciso. Confiro a cara do companheiro de fim de faculdade e vejo a tranquilidade de um amigo que se faz na rua.

30.5.11

Decisão

Tem dias que eu não gosto de ninguém.
Em outros dias, 
Sou escravo desse mesmo alguém.

É diante do amém que,
sou forte o bastante para seguir como homem.

E quando por ventura a felicidade também se transforma em angústia
é que então somos capazes de enchergar a vida pela adultice. 
Sem o apodrecimento do bem.
... Até que o limite se estabeleça.

4.6.10

Seu irmão

"Não é meu objetivo contar nossas travessias, que foi longa e cheia de riscos. Nem meus amores e tão pouco confissão. Tudo o que pode ser dito, não passa de plenitude. Algumas vezes ficamos apavorados por tremendas tempestades e uma outra vez, o que foi pior, assustou-nos como um pirata abordo, roubou quase todas as nossas provisões e mesmo assim estavámos em amor. Quando por causa das súplicias, cedi e entendi sobre você. Depois de todas as controvérsias, desembarcamos em Chicago, Illinois. Nossa chegada tinha o setor agrário da iniciativa privada de ternura mil. Por parte do realismo, continuemos."

Vivemos o inverno como aprendizado.


A sociedade, faz o produto da família que quer em vida, o bem.

Rubens Barizon
Texto adaptado de Defoe.

30.4.10

Primeira parte - comunicação sem essência

O avanço do meio informacional aparece quando menos se espera. Em algum lugar, onde menos se espera, pode-se criar uma intimidade rápida por diversos canais. Internet, mensagens de texto através do celular, casa, trabalho e amigos são fontes de comunicação rápida, se em contato com algum nicho de veículação estão. Nada passa se a vida gira entorno do essencial, pelo menos para a tecnologia da informação. Quebrar barreiras é a meta desse desenfreado conforto de estar por perto de alguém, via algo.

A vaidade por através da proximidade das pessoas contactadas é um elemento pequenino que se desvaira através das belezas sabidas de o longe - o melhor de si publicado. Quando a imagem de certa pessoa ou paisagem chega ao seu entendimento, isso faz com que imediatamente seja gerado um julgamento de aceitação para um possível contato no futuro. Usando como exemplo o email. Quando se planeja uma férias a primeira coisa que passa na cabeça de muitos é a saída para uma viagem calma e relaxante. Porém, se durante esse planejamento chega um email com imagens e notas sobre um dos possíveis destinos informando-lhe que não se encontra por lá os seus agrados, antes mesmo de ir ao tal lugar a conclusão se premedita e o passeio não se concluí por causa do email recebido.

12.4.10

Cheiro de flor

Sabe o sentimento qual em alguns posts atrás foi exprimido por tal atualidade emocional? pois bem, nada se transformou muito se não fosse a inclusão de alguns "perros" inconvenientes latindo como uma fuga do desabamento no vizinho; logo na manhã deste dia de juízo, que por sequenciada dispersão do tempo produtivo e foco, motiva aqui desfazer-me do que mal faz.

Não pude ainda falar de arrependimento, até porque a questão abordada vai mais para o aproveitamento adequado de cada qual em seu tempo. Porém, quando mencionada a fuga em máscaras, tal insana, o arrempendimento torna-se uma questão de vergonha para com o tempo investido em nada mais do que prazer comprado, na maioria das vezes. Todavia, a volta para a simplicidade me parece a resolução adequada para o fortalecimento da conduta que dá como origem imposta, aquele ideal de regeneração interna vindo do caminho deambulado - formato do fruto de si - sem ainda analisar as novas estações de florecimento e colheita que por vir estarão. Sabe-se lá!

- "Tá certo, sinto-me culpado por não estar nem um pouco perto de ser as admirações declaradas por incentivadores de mim. Em contra-partida, mesmo que de uma visão contraditória sobre a emoção humana, ainda posso acreditar na maquinagem do meu comportamento para chegar em um enquadramento mais familiar e talvez até, convencional."

[Com certa crítica por quem eu sou]

Rubens Barizon, palpitando o coração.

11.3.10

Ainda

- Hoje é dia! e isto é dito para quem passará um dia sem descordar da dualidade, qual nos motiva a prosearmos em tom de discursão em qualquer oportunidade.

O vegetariano me ofereceu um pratão, daqueles de todas as folhas e receitas nutritivas, que substituiria todas as minhas necessidades, se a mim não passasse a vontade de devorar um bezerro ou vaca já criada, por inteirinho. O outro dizia que depois de casado preferiria passar a vida inteira solteiro a esbanjar sobre o gozo das outras e da paz de somente estar. Enquanto eu, solteiríssimo, digno de passagem, planejo o encontro daquela mulher capaz de me fazer feliz a cada amanhecer. A importância de cada quem.

Um outro dia vinha um, sabido que de nada importaria se na onda estava ou se da moda ele curtia. Neste mesmo dia, um pouco mais tarde o conselho da mãe, a que sempre tem razão, esbarrou no caminho que eu encontrei por si só. Em seguida, por essa direção eu fiquei em dúvida; Se era um cheque-mate não pude saber por não ser um jogo de xadrez, aquilo era uma bifurcação com entrada para esquerda ou direita e que daria igualmente no meu destino. Quando lá, passaria um avião voando baixo e soando um estrondo comovente para uma mirada aos céus. Entretanto, lá estava ela de pé a me esperar. Distraído, permiti que o seu sorriso encantador no ar ficasse a saudar. Importaria bem mais se por algum tempo além, ela como um refrão voltasse a repetir os mesmos gestos que o avião me tomou por aquele instante.

A justificativa é lida pelo contexto singular. Quando argumentamos embasados no respeito ao que é proposto(quando merecido) conseguimos informar-nos sem repetir as mesmas discussões que te fizeram assim, tão conseguinte. Com o seguinte - "Tal e, ihh...tal."